Famílias devem 113,6 mil milhões pela compra da casa
Crédito à habitação não subia tanto desde 2003, revela Banco de Portugal.
Os empréstimos para a compra de casa aumentaram em março, face ao mesmo período do ano passado, 10,6%, o valor mais elevado desde fevereiro de 2003, divulgou esta quarta-feira o Banco do Portugal. O montante de empréstimos ao consumo e outros fins também subiu mas a uma taxa inferior, tendo-se fixado em março em 9,1%
No conjunto, os empréstimos para a habitação cresceram 1,2 mil milhões de euros, atingindo 113,6 mil milhões de euros no final de março. Segundo o Banco de Portugal, "no conjunto da área do euro, os empréstimos para habitação cresceram, em termos anuais, 2,9%". A taxa de variação anual em Portugal está, acrescenta ainda aquela instituição, acima da taxa média da área do euro desde agosto de 2024.
Já o crédito ao consumo e outros fins, subiu 656 milhões de euros em março, totalizando 34,7 mil milhões de euros. "Em termos anuais, os empréstimos para outros fins cresceram 10,2% (o valor mais elevado desde abril de 2008) e os empréstimos ao consumo 8,5% (a taxa mais elevada desde março de 2020)", concretiza ainda o BdP.
Também os empréstimos às micro e pequenas empresas continuaram a crescer face ao período homólogo 12,4% e 7,7%, respetivamente.
Entretanto, o montante dos depósitos das famílias nos bancos voltou a subir em março, mais 570 milhões de euros para um total de 201,7 mil milhões de euros. A informação do BdP, também divulgada esta quarta-feira, detalha que 185 milhões de euros dizem respeito a depósitos à ordem e que os restantes 365 milhões de euros a depósitos a prazo.
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