Fitch diz que banca portuguesa está "em terreno movediço"
O capital, o perfil de risco e o desempenho financeiro dos principais bancos nacionais serão largamente influenciados pela severidade da recessão económica e pelos desenvolvimentos da crise soberana em Portugal e na zona euro, considerou esta terça-feira a Fitch Ratings.
Num relatório intitulado 'Bancos Portugueses Permanecem em Terreno Movediço', os analistas da agência de notação financeira dizem acreditar que "o apoio governamental e internacional, quer a nível de capital, quer em termos de liquidez, continuarão a ser disponibilizados aos bancos portugueses".
E é este apoio que é visto como o grande suporte ao 'rating' de emissores de dívida de longo prazo dos principais bancos portugueses identificados (CGD, BCP e Banco BPI), ao passo que o 'rating' dado ao Santander Totta reflecte "a alta probabilidade de receber apoio da casa-mãe, o espanhol Banco Santander".
Ainda assim, como faz questão de salientar a Fitch, todos os bancos permanecem com um 'outlook' negativo, em linha com o da República Portuguesa.
"A Fitch reconhece os progressos dos bancos portugueses em 2011 na melhoria do capital e da estrutura de financiamento, com uma melhor proporção do rácio de créditos sobre depósitos. Contudo, as pressões de liquidez permanecem devido à falta de acesso ao mercado interbancário, resultando num alta dependência do financiamento do Banco Central Europeu (BCE)", lê-se na análise da Fitch.
E a agência acrescenta que "a qualidade dos activos dos bancos portugueses deteriorou-se devido à recessão económica do país e à exposição à dívida soberana portuguesa e grega, nalguns bancos".
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