Formação não sobe salários
A formação profissional, cujas regras o Governo propôs ontem mudar, proporciona mais competências aos trabalhadores mas não tem, proporcionalmente, o mesmo peso no aumento dos ordenados.
Um estudo a mais 14 mil empresas revelou que as suas acções de formação permitiram, entre 2002 e 2004, melhorar as condições de higiene, aumentar o grau de satisfação e a mobilidade interna dos trabalhadores mas não o aumento das remunerações. Este estudo integrou a proposta de reforma para a formação profissional entregue ontem pelo ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.
Vieira da Silva quer mudar as regras do sistema de formação profissional e do financiamento público e deixou já um aviso: “Aquela formação que não garanta mais escolaridade ou maior formação vai deixar de ser apoiada.”
Genericamente, esta é uma matéria em que os parceiros sociais (sindicatos e ‘patrões’) estão de acordo, não se antevendo dificuldades de maior na discussão da proposta.
A formação profissional conta com verbas nacionais do Ministério do Trabalho, através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, da ordem dos 600 milhões de euros, e financiamentos comunitários de seis mil milhões de euros até 2013.
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