Frutas e legumes mais caros em três meses marcados por tempestades e conflitos
Conflito está a fazer disparar o custo dos fatores de produção, o que acaba por se refletir no preço pago pelo consumidor.
A categoria das frutas e legumes sofreu vários aumentos de preço no primeiro trimestre do ano, marcado pelo comboio de tempestades em Portugal e pelo conflito no Médio Oriente, que agravou o custo dos fatores de produção.
Segundo dados da Deco enviados à Lusa, desde 07 de janeiro e até esta quarta-feira, registaram-se várias subidas nesta categoria, com destaque para a curgete, cujo preço por quilograma (kg) passou de 1,89 para 2,35 euros, e para a couve coração, que aumentou de 1,47 para 1,78 euros por kg.
No caso da curgete o maior aumento teve lugar entre 04 e 11 de fevereiro, quando este produto passou de 2,85 para 3,69 euros, cujo período coincidiu com o comboio de tempestades que afetou o país, sobretudo a região Centro, deixando um rasto de destruição em culturas, edifícios e outras infraestruturas.
A couve-coração, por seu turno, teve o maior agravamento entre 18 e 25 de fevereiro, passando de 1,58 para 1,77 euros por kg.
Por sua vez, um kg da batata vermelha passou a custar mais nove cêntimos, progredindo de 1,31 para 1,40 euros, enquanto o tomate está mais caro sete cêntimos.
Também com um acréscimo de sete cêntimos está a embalagem de 500 gramas de alho seco, que custa agora 3,43 euros.
Para comprar um quilo de cenouras, o consumidor terá que gastar 1,13 euros, quando no início do ano desembolsava 1,07 euros.
Do lado das subidas encontra-se também a laranja e a maçã gala, cujo kg encareceu quatro cêntimos desde 07 de janeiro.
Já o preço da alface está estável nos 2,68 euros por kg. Contudo, ao longo do período em análise, teve várias oscilações, atingindo, em 25 de fevereiro, um pico de 2,91 euros.
No sentido oposto, foram os brócolos que registaram a maior descida de preço, caindo de 3,15 para 2,87 euros por kg, ou seja, menos 28 cêntimos.
Segue-se a couve-flor, com uma descida de 26 cêntimos por kg e a cebola, com um decréscimo de 11 cêntimos.
Do lado das descidas está também a banana, que passou de 1,33 para 1,27 euros por kg e a maçã golden, cujo preço cedeu de 2,16 para 2,14 euros por kg.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
O conflito está a fazer disparar o custo dos fatores de produção, o que acaba por se refletir no preço pago pelo consumidor.
Desde a semana de 25 de fevereiro e até 18 de março, registaram-se subidas de 16 cêntimos no preço da maçã golden, de 15 nos brócolos e de nove cêntimos no da cenoura.
O preço da laranja e do tomate ascendeu sete cêntimos e o da couve-coração um cêntimo, enquanto o valor da batata vermelha ficou estável, à semelhança do que aconteceu com as embalagens de 500 gramas de alho seco.
Contudo, neste período, também se registaram descidas de preços, como a curgete, cujo kg está mais barato 69 cêntimos, e do da alface, que desceu 23 cêntimos. Depois surge a cebola, mais barata 11 cêntimos.
Com descidas mais modestas aparecem a banana (menos quatro cêntimos), a maçã gala e a couve-flor (ambas com descidas de três cêntimos por kg).
Estes dados refletem a monitorização que a Deco faz aos preços dos produtos vendidos diretamente ao consumidor nos supermercados 'online'.
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