Funcionários do Tivoli em greve até segunda-feira (ACTUALIZADA) (COM VÍDEO)
Os trabalhadores da cadeia de hóteis Tivoli decidiram prolongar a greve até à próxima segunda-feira. Este primeiro dia de protesto foi pautado pelos confrontos com a polícia, nomeadamente à porta do hotel da capital. A cadeia tem ainda outras duas unidades no Palácio de Seteais e na vila de Sintra.
No domingo os trabalhadores realizam novo plenário para decidirem quais as estratégias e as formas de luta a adoptar. Em causa está a reinvidicação por aumentos salariais e melhores condições de trabalho.
Em Lisboa, os conflitos com as autoridades marcaram o dia. "Isto é um escândalo. Já houve confrontos com a polícia, agressões e dirigentes sindicais agredidos", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, Turismo e Similares do Sul, Rodolfo Caseiro, citado pela agência Lusa.
"A polícia montou um cordão frente da entrada do Hotel e deixou entrar funcionários extraordinários, que não são profissionais de hotelaria, para substituir o pessoal em greve", explicou. Foram destacados para o local estão cerca de 20 agentes da autoridade.
Segundo Rodolfo Caseiro frente ao hotel estiveram cerca de cem manifestantes que aí se concentraram cerca das 05h30 da manhã deste sábado para marcar o início de uma greve por tempo indeterminado, desencadeada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, Turismo e Similares, na luta por uma actualização salarial.
ADMINISTRAÇÃO DIZ QUE GREVE “É IRRISÓRIA”
A administração dos hotéis Tivoli sustentou que o número de trabalhadores que aderiram à greve é "irrisório", mas lamentou que o sindicato esteja a passar uma imagem "deturpada" daquilo que se está a passar na realidade.
"É preocupante a atitude do sindicato e a imagem deturpada que está a tentar passar e que não corresponde à realidade", disse à Lusa o administrador Alexandre Solleiro, referindo que a percentagem dos trabalhadores que estão em greve ronda os 3 a 4 por cento.
De acordo com o responsável, apenas 15 pessoas estão em greve nos hotéis Lisboa e Jardim, não havendo qualquer adesão nas unidades Seteais e Sintra. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, Turismo e Similares do Sul diz, no entanto, adesão à greve ronda os 90 por cento.
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