Fusão da PT: Zeinal Bava lidera novo gigante

Zeinal Bava vai liderar a CorpCo. Anúncio motivou investidores e levou a empresa a valorizar qu ase 200 milhões num só dia

03 de outubro de 2013 às 01:00
zeinal bava, pt, oi, telecomunicações
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A fusão entre a Portugal Telecom (PT) e a brasileira Oi foi ontem anunciada e vai gerar, no primeiro semestre do próximo ano, um gigante no setor das telecomunicações, com receitas globais de 12,4 mil milhões de euros/ano. O anúncio da operação motivou os investidores e fez a PT disparar 6,5%, valorizando num só dia quase 200 milhões de euros, para um valor em bolsa total de 3,25 mil milhões de euros, segundo contas da GoBulling.

"A ambição passa indiscutivelmente por estar entre os melhores, mas, a partir de agora, poderemos igualmente aspirar a estarmos entre os maiores", afirmou ao ‘Negócios' Zeinal Bava, o atual presidente executivo da Oi e da PT, que será o principal rosto da nova empresa (CorpCo) resultante da fusão.

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Numa teleconferência a partir de Londres, o gestor português garantiu também que nos próximos três anos os acionistas vão receber dividendos no valor de 500 milhões de reais, o equivalente a 166 milhões de euros. E sublinhou que "a dimensão do mercado brasileiro e a baixa penetração dos serviços constituem uma oportunidade" em que a CorpCo poderá "crescer muito no futuro". Segundo Zeinal Bava, a fusão colocará o novo gigante luso-brasileiro entre as 20 maiores operadores mundiais, ao mesmo tempo que permite reduzir os riscos operacional e financeiro.

A fusão vai obrigar a Oi a fazer um aumento de capital de 2,7 mil milhões de euros, o que permitirá "melhorar a flexibilidade financeira do grupo". Já quanto à troca de títulos durante o processo de fusão, os acionistas da PT irão ficar com 38,1% da operadora luso-brasileira. Os títulos da nova empresa serão transacionados nas bolsas de Lisboa, São Paulo e Nova Iorque.

Certo é que a sede da CorpCo será no Brasil, o que por consequência arrastará o centro de decisão para aquele país. Henrique Granadeiro, atual presidente do conselho de administração da PT, garantiu ontem que o Governo foi informado da transação e que a liquidação de impostos continuará a ser feita em Portugal. A ideia é confirmada por Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, ao afirmar que "a PT continuará a pagar impostos e a gerar riqueza em Portugal", apesar de reconhecer que o Executivo "não tem como aferir eventuais perdas fiscais".

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