Gasóleo desce e gasolina sobe a partir de segunda-feira
Bloqueio no estreito de Ormuz e indefinição quanto ao futuro da guerra mantêm petróleo acima dos 100 dólares o barril.
Os preços dos combustíveis voltam a sofrer ajustamentos no início da próxima semana, mas desta vez com variações em sentido contrário. O gasóleo deverá descer 4 cêntimos, fixando-se o preço por litro nos 1,928 euros. Já a gasolina deverá subir 2,5 cêntimos, passando o litro a custar 1,921 euros. De acordo com estas estimativas, encher um depósito de 50 litros de gasóleo passa a custar 96,40 euros e o de gasolina 96 euros.
Apesar das tréguas no conflito do Médio Oriente, continua o duplo bloqueio no estreito de Ormuz. Os Estados Unidos impedem a saída e a entrada de navios de e para portos iranianos, enquanto Teerão procura fazer o mesmo, impondo taxas de navegação e limitando a circulação no estreito às embarcações de países que condenam a ação militar contra o Irão. Algumas conseguem passar, mas não em número suficiente para permitir uma redução do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais. Ontem, o petróleo Brent, que serve de referência para Portugal, continuava acima dos 100 dólares o barril, para entregas em junho. De referir que cinco dos dez maiores países produtores de petróleo do Mundo se encontram nesta região do golfo Pérsico.
Além do petróleo, também o gás tem registado valores anormais, com a Agência Internacional de Energia a alertar que as consequências da guerra na produção de GNL (gás natural liquefeito) vão fazer-se sentir durante os próximos dois anos.
Sem data prevista para o retomar das negociações entre os Estados Unidos e o Irão, cresce a incerteza quanto ao desfecho do conflito. Sem definir um prazo para o fim do cessar-fogo em vigor, Donald Trump procura asfixiar economicamente o Irão, dependente em larga medida das receitas provenientes das exportações de petróleo, gás e fertilizantes, enquanto Teerão mantém o braço de ferro com os EUA, insistindo que só regressa à mesa das negociações quando os norte-americanos levantarem o bloqueio no estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos alegam que já impediram dezenas de embarcações de circularem no estreito, enquanto o Irão dá conta de ações contra navios que tentam furar o bloqueio, dando origem a acusações mútuas de violação do cessar-fogo. As forças norte-americanas estacionadas na zona admitem ataques cirúrgicos contra pequenas lanchas rápidas, navios lança-minas e outras embarcações iranianas, que impeçam a circulação em Ormuz. O Irão diz estar atento e promete retaliar se for caso disso.
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