Greve de três dias na Galp deverá ser "uma das maiores de sempre"

A greve de três dias dos trabalhadores da Galp Energia, que começa na segunda-feira, para "defender os direitos dos trabalhadores" deverá ser "uma das maiores de sempre" no grupo, disse à Lusa Armando Farias, dirigente da Fiequimetal.

16 de setembro de 2012 às 11:33
galp, greve, crise Foto: Duarte Roriz
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De acordo com o coordenador da Fiequimetal, a paralisação tem como objectivo "a defesa dos direitos dos trabalhadores", numa altura em que "a empresa quer tirar direitos aos trabalhadores sobretudo aos que estão na contratação colectiva, o que é inaceitável" e resulta da aplicação do novo Código do Trabalho.

A greve pretende também contestar "o aumento da comparticipação do regime do seguro de saúde, com um agravamento significativo das comparticipações a cargo dos trabalhadores", explicou Armando Farias.

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De acordo com o dirigente sindical, o impacto da greve deverá ser mais sentido nas refinarias de Sines e de Matosinhos e admitiu que o combustível possa esgotar em alguns postos de abastecimento, afastando no entanto a hipótese de "ruptura".

"Tudo indica que vamos ter uma das maiores greves de sempre na empresa e entendemos que a administração deveria sentar-se à mesa, negociar e encontrar uma solução, que passa por manter os direitos dos trabalhadores", declarou.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da petrolífera nacional disse à Lusa que "a Galp está a tomar medidas para que o impacto seja o menor possível e que não seja interrompido o normal abastecimento do país".

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Armando Farias explicou que "a experiência de greves com uma duração maior é que há postos de abastecimento que esgotam, mas isso não significa uma rutura no abastecimento" até porque, realçou, "há hoje uma diminuição significativa do consumo".

A greve, que começa às 0:00 de segunda-feira na refinaria de Sines e às 06:00 na refinaria de Matosinhos, abrange todas as empresas do grupo liderado por Ferreira de Oliveira.

Esta paralisação pretende também retomar o protesto contra a atualização salarial de "apenas" um por cento, ocorrida no início do ano, quando, no primeiro semestre, a empresa teve um lucro de cerca de 200 milhões de euros.

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"Os custos com os salários dos administradores atingiram os 3,7 milhões de euros, isto é, aumentaram mais de 30 por cento", criticou.

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