Greve sem grande efeitos nas escolas e serviços públicos

O funcionamento de várias escolas, centros de saúde e lojas do cidadão um pouco por todo o país decorre em aparente normalidade, apesar da greve da administração pública desta sexta-feira, notando-se alguns condicionamentos em repartições. O Governo anunciou já os primeiros números da adesão à greve que rondam os 2,54%.

06 de maio de 2011 às 11:51
administração pública, professores, escolas, serviços, greve Foto: Edgar Martins
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Em várias escolas do país os responsáveis  garantiram que o funcionamento dos estabelecimentos de ensino decorre normalmente. "Está tudo a  funcionar a 100%, incluindo cantinas e apoios aos alunos", disse o professor  Manuel Pereira do agrupamento de Cinfães (19 escolas do 1.º ciclo e outras  do 2º e 3º ciclos), em declarações à agência Lusa.

Também no agrupamento escolar de Baguim (quatro  escolas do 1º ciclo e 5 jardins infantis), "está tudo a correr  normalmente", segundo declarações do professor Jaime Manuel. O mesmo se verifica nas 13 escolas do 1º ciclo e dois jardins  de infância do agrupamento Marquesa de Alorna, em Almeirim, e nos agrupamentos  de Rio Tinto e de Évora e na Vilarinha do Porto.

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Apesar de só abrir de manhã para os alunos do quarto ano que vão fazer  prova de aferição de Português, a greve não afectou o funcionamento da EB1  da Vilarinha. Em declarações à Lusa, a coordenadora da escola, Helena Mesquita,  afirmou que o pré-escolar está a funcionar normalmente, bem como o primeiro  ciclo.

No centro de saúde de Sete Rios, em Lisboa, o atendimento funcionava em quase total normalidade ao início da manhã de hoje.

Na Loja do Cidadão das Laranjeiras, em Lisboa, todos os serviços estavam  a funcionar pelas 08:45. Uma funcionária, que pediu anonimato, explicou à mesma agência que parte do pessoal dos serviços está a contrato, pelo que não fazem greve.

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Na repartição da Segurança Social do Areeiro, em Lisboa, os serviços estavam esta manhã condicionados. Um aviso colocado à entrada da repartição dava conta dos problemas causados pela greve explicando que devido aos condicionamentos da greve a distribuição  de senhas para atendimento será limitada. No local, segundo avança a Lusa, juntava-se uma fila de cerca de 150 pessoas.

Na recolha de lixo em Lisboa a greve teve uma adesão de 70 por cento, com 25 dos 70 circuitos cumpridos, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), citada pela Lusa.  Os trabalhadores da limpeza urbana decidiram prolongar até domingo  a paralisação.

GOVERNO CONTABILIZA 2,54% DE ADESÃO À GREVE

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Dos 415.414 trabalhadores da Administração Pública Central 10.554 aderiram à greve, o que corresponde a 2,54% do total, de acordo com os primeiros dados avançados ao final da manhã pelo Executivo.

No Ministério da Educação, onde trabalham 197.725 funcionários, cerca  de 7.975 aderiram à greve, de acordo com os números da direção-geral da  Administração e do Emprego Público divulgados no site do Ministério das  Finanças.

No Ministério da Justiça estão em greve 920 funcionários, enquanto que  no das Finanças e da Administração Pública o número dos que aderiram à greve  ronda os 380 trabalhadores.

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A administração pública central está hoje em greve, convocada pela Federação  Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP) para protestar contra  o congelamento e os cortes salariais, o aumento de impostos, a precariedade,  os despedimentos, as privatizações e as medidas que viessem a ser impostas  na sequência da negociação da ajuda externa a Portugal.

Escolas, centros de saúde, hospitais, tribunais e serviços da Segurança  Social deverão ser os mais afectados pela greve de hoje na administração  pública central, segundo a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública  (FNSFP).

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