Guerra volta a disparar juros dos certificados de aforro
Remuneração do produto de poupança do Estado sobe em junho pelo terceiro mês consecutivo.
A taxa de juro dos certificados de aforro vai subir pelo terceiro mês consecutivo, atingindo em junho a remuneração mais alta em mais de um ano (2,215%). Este mês de maio, a taxa está nos 2,195%. A contribuir para o aumento da rentabilidade deste instrumento de poupança do Estado está o avanço das taxas Euribor - o indexante usado para calcular a taxa dos certificados -, como reflexo da incerteza causada pelo conflito no Médio Oriente.
Face a esta tendência de subida da remuneração dos certificados, tem-se assistido a uma autêntica corrida à subscrição deste produto do Estado. No mês passado, os portugueses subscreveram 18 milhões de euros por dia.
Com o investimento em certificados de aforro em máximos históricos, a subida do juro é uma boa notícia para as famílias, ainda que estas poupanças arrisquem perder valor real este ano em resultado da inflação. Por outro lado, a remuneração do aforro continua a superar a dos depósitos a prazo, que são tradicionalmente o instrumento de poupança mais popular, mas que em março - o último mês para que existem dados - rendiam, em média, 1,42% de juros.
À remuneração dos certificados acrescem os prémios de permanência, que na atual série F são de 0,25% do segundo ao quinto ano, 0,5% entre o sexto e o nono ano, 1% no 10.º e no 11.º ano, 1,5% nos dois anos seguintes ou 1,75% nos dois últimos anos do prazo.
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