Investimento em certificados de aforro cresce há ano e meio

Famílias têm 41,1 mil milhões de euros aplicados em produto de poupança do Estado.

23 de abril de 2026 às 01:30
Certificados de aforro continuam a render mais do que depósitos a prazo Foto: Mariline Alves
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O montante aplicado pelas famílias em certificados de aforro está a crescer há um ano e meio, tendo aumentado 278 milhões de euros em março, para um novo máximo de 41,1 mil milhões. A este apetite das famílias não é alheio o facto de estes produtos de poupança do Estado continuarem a remunerar acima dos 2% de juros - e a tendência é para a remuneração continuar a subir.

Com a incerteza causada pelo conflito no Médio Oriente a refletir-se no avanço das taxas Euribor, a remuneração dos certificados, que já disparou este mês para os 2,138%, deverá voltar a crescer em maio. Isto porque os valores da Euribor a três meses, usados no cálculo dos juros dos certificados de aforro, estão a manter a tendência de subida.

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No entanto, há que ter em conta que com a guerra também veio a inflação. Como tal, as poupanças dos portugueses, aplicadas em certificados de aforro ou em depósitos a prazo, arriscam perder valor real este ano. Basta ver que, no boletim económico de março, o Banco de Portugal agravou as estimativas de inflação para 2,8% este ano, quando no boletim anterior apontava para 2,1% (que é também a previsão de inflação inscrita pelo Governo no Orçamento do Estado para este ano).

Ainda assim, a remuneração dos certificados de aforro continua a superar a dos depósitos a prazo, que são tradicionalmente o instrumento de poupança mais popular, mas que em fevereiro - o último mês para que existem dados - rendiam, em média, 1,36% de juros. A taxa-base máxima permitida por lei para os certificados de aforro é 2,5% na atual série F.

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