Investimento imobiliário cai 30 por cento

O investimento imobiliário em Portugal atingiu o valor mais baixo da última década no primeiro semestre deste ano, caindo 30 por cento em relação ao mesmo período de 2010. <br/><br/>

19 de setembro de 2011 às 16:28
mercado imobiliário, casas, investimentos, crise, portugal, multinacional, promotora imobiliária Foto: d.r.
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No relatório da ‘Marketbeat’, a promotora imobiliária refere que “o mercado de investimento imobiliário em Portugal continuou a reflectir os efeitos da crise económica vivida no País, acrescentando que se deve à dificuldade dos investidores nacionais “de levantar liquidez no mercado” e dos investidores estrangeiros terem “ a maior percepção do elevado peso do risco do País por parte das agências de ‘rating’.

O ‘research’ refere que, de Janeiro a Junho de 2011, “foram registados negócios de investimento que totalizam 185 milhões de euros, representando uma quebra de 30 por cento face ao mesmo período do ano anterior” e “foi um dos mais baixos da última década, ultrapassando apenas os anos de 2000, 2002 e 2005.”

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Marta Esteves Costa, consultora da multinacional Cushman & Wakefield, numa apresentação do relatório aos jornalistas, revela que esta queda “foi provocada pela quase ausência de transacções efectuadas por investidores estrangeiros, que representam apenas um peso de três por cento no volume total.”

O relatório informa também que o maior negócio de investimento imobiliário do primeiro semestre do ano foi a compra da Worten e do Continente no centro comercial Vasco da Gama por parte do Imofomento, do grupo BPI, negócio que reflecte “ a fraca actividade dos primeiros seis meses de 2011.”

A consultora da C&W revelou que os momentos de incerteza vividos no final da anterior legislatura “tiveram um forte impacto na tomada de decisões por parte dos investidores estrangeiros”, já que muitas transacções estavam, no início do ano, “próximas de serem concluídas”, mas com o agravar do ‘rating’ da dívida soberana “foram adiadas ou mesmo canceladas.”

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O lado positivo da situação é que, as correcções de preços dos activos “resultou num conjunto de excelentes oportunidades que hoje estão disponíveis no mercado.”

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