Jardim Gonçalves rejeita irregularidades
Jorge Jardim Gonçalves, fundador e presidente do conselho geral de supervisão do BCP, negou a existência de irregularidades no crédito concedido pelo banco ao seu filho, Filipe Jardim Gonçalves, cuja dívida alegadamente terá sido perdoada.
Numa nota publicada na edição desta quarta-feira do ‘Diário Económico’ (DE), Jardim Gonçalves defende que a concessão de crédito a familiares de administradores de bancos não é proibida por lei, acrescentando que o que está previsto na legislação é a proibição “apenas e só, a concessão de crédito aos próprios titulares desses órgãos (administração e fiscalização)”.
De acordo com alguns juristas citados pelo DE, o crédito ao filho de Jardim Gonçalves não foi uma forma de financiamento indirecto do seu pai ou de outro membro da administração do banco, pelo que consideram não existir qualquer ilegalidade. A equipa jurídica de Jardim Gonçalves defende a mesma posição.
Segundo o artigo 85º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, é proibida a concessão de crédito a membros dos órgãos sociais, directa ou indirectamente.
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