Joias e ouro valem mil milhões de euros

Empresários adaptam-se aos bolsos mais modestos dos compradores, mas a alta joalharia mantém elevado o volume de negócios.

27 de setembro de 2014 às 14:38
Foto: D.R.
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A Contrastaria Portuguesa regista, ano após ano, uma diminuição do ouro e prata marcados, mas o setor da joalharia, ourivesaria e relojoaria mantém um volume de negócios de cerca de mil milhões de euros. "As empresas adaptaram-se à conjuntura de crise, e a própria PortoJoia redimensionou-se face à diminuição do ouro vendido", explicou a diretora da feira, que decorre até domingo na Exponor, em Leça da Palmeira, Matosinhos.

"Este é um setor atípico face ao ciclo económico, que tem registado uma subida constante e que alia a tradição à inovação", disse ontem ao CM o secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias. Os empresários presentes na PortoJoia admitem mudanças na gestão. "Tive de baixar as margens de comercialização. Apresento propostas inovadoras e requintadas, com a preocupação de criar joias de qualidade mas a preços acessíveis, porque o poder de compra da classe média e média-alta não é hoje o que era há alguns anos", referiu Eugénio Campos, que reconhece "uma grande atenção ao custo das peças produzidas".

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O fabrico de joalharia e ourivesaria registou uma contração significativa entre 2004 e 2012, com uma quebra de 43 por cento no emprego e 38 por cento no valor acrescentado bruto. A relojoaria, presente em número considerável na PortoJoia, teve um crescimento de mais de 200 por cento no mesmo período.

A feira, que celebra 25 anos, assume-se como uma plataforma que contribui para os negócios do setor com o estrangeiro. França, Espanha, Estados Unidos, Suíça e Angola representam metade das exportações.

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