Juros da dívida de França castigam a Europa

Situação política, social e financeira dos franceses deixa mercados em alerta. Portugal tem contas pressionadas pelo custo de vida.

25 de outubro de 2026 às 01:30
Primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, com o Presidente Emmanuel Macron Foto: Ludovic Marin/Pool/EPA
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Os juros da dívida pública francesa a dez anos superaram esta semana a barreira dos 5%, pela primeira vez desde 2002. Uma situação que provoca grande preocupação aos investidores e que poderá afetar toda a Europa, sendo França uma das economias mais importantes da União Europeia. A situação política e social que os gauleses estão a atravessar tem tido reflexo nas taxas de juro francesas, assim como o conflito do Médio Oriente tem prejudicado os mercados de todo o Mundo. As finanças públicas de França encontram-se numa situação alarmante, com a dívida pública a rondar os 120% do Produto Interno Bruto (PIB).

A situação portuguesa não foge à pressão internacional e o ministro das Finanças já admitiu, numa altura em que se discute o Orçamento do Estado para 2027, que há uma ameaça de crise nos mercados de dívida soberana. “Há riscos e nós não podemos ignorá-los. (...) Há riscos geopolíticos e tudo isso, obviamente, afeta a economia portuguesa. É exatamente por isso que temos de manter prudência orçamental, para garantir que novos choques externos, como os que aconteceram em 2025 e 2026, são acomodados sem impactos significativos”, afirmou Joaquim Miranda Sarmento, na sexta-feira, no Parlamento.

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A subida dos encargos com os juros da dívida é apontada como uma das condicionantes para as contas públicas nos próximos anos. De acordo com o Conselho das Finanças Públicas, a fatura com juros ameaça disparar perto de 50% em quatro anos, ao subir de 6,3 mil milhões de euros este ano para 9,4 mil milhões em 2030, devido ao agravamento das condições de financiamento e a maiores défices.

O peso dos juros da dívida no PIB sobe de 1,9% em 2025 para 2,5% em 2030, segundo as projeções da entidade que acompanha a sustentabilidade das contas públicas.

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Inteligência artificial
O atual contexto do mercado de inteligência artificial é marcado por uma crescente inquietação, com os especialistas a questionarem se a situação é sustentável do ponto de vista financeiro.

Custo de vida
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para a onda de protestos por todo o Mundo, devido ao aumento do custo de vida, e destacou que o aumento das taxas de juro afeta tanto as famílias como os Estados.

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