Juros dos certificados de aforro baixam em abril

Remuneração das poupanças dos aforristas é revista em baixo para 2,41%, após mais de dois anos no limite máximo.

28 de março de 2025 às 01:30
Certificados de Aforro Foto: Pedro Catarino
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A taxa dos certificados de aforro baixa para 2,41% em abril, encerrando-se um ciclo de mais de dois anos em que têm remunerado consistentemente no seu limite máximo. Na atual série F, é a primeira vez que a remuneração cai para um valor abaixo do máximo fixado em 2,5%.

Na prática, por cada 10.000 euros investidos, a valorização passa de 45 euros para 43,38 euros. A esta remuneração acrescem os prémios de permanência, que na atual série F foram fixados em 0,25% do segundo ao quinto ano, 0,5% entre o sexto e o nono ano, 1% no 10.º e no 11.º ano, 1,5% nos dois anos seguintes ou 1,75% nos dois últimos anos do prazo.

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A queda da taxa dos certificados de aforro reflete a descida da taxa Euribor a três meses, que serve de referência a este instrumento de poupança e está abaixo de 2,5% desde 14 de março. De acordo com as regras da agência que gere a dívida pública (IGCP), a remuneração dos certificados de aforro é determinada no antepenúltimo dia útil do mês, através da média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores. O resultado é arredondado à terceira casa decimal, não podendo ser inferior a 0% nem superior a 2,5%.

O montante aplicado em fevereiro em certificados de aforro, que se aproxima dos 36 mil milhões de euros, foi o valor mais alto investido desde o início da série do Banco de Portugal, em dezembro de 1998. Em fevereiro, os portugueses subscreveram quase um milhão por hora.

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