Lagarde deverá deixar Banco Central Europeu antes do final do mandato

Presidente do BCE quer que o seu substituto seja escolhido antes da realização das eleições presidenciais francesas.

18 de fevereiro de 2026 às 08:02
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) Foto: Ronald Wittek / Lusa - EPA
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Christine Lagarde deverá deixar a liderança do Banco Central Europeu (BCE) antes do final do mandato, que termina em outubro de 2027. A saída da francesa deverá acontecer antes de abril do próximo ano, quando acontecem as eleições presidenciais francesas.

Segundo avança esta quarta-feira a edição do Financial Times, que cita uma pessoa com conhecimento da decisão, Lagarde quer garantir que tanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, como o Presidente francês, Emmanuel Macron, têm uma palavra a dizer sobre quem ficará aos comandos do BCE.

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Caso a saída de Lagarde aconteça só no final do mandato, em outubro de 2027, já será o novo presidente francês a mover influências para a escolha do novo presidente do BCE. E perante a impossibilidade de recandidatura de Macron, e perante a possível candidatura das referências da extrema-direita Marine Le Pen ou Jordan Bardella, a saída de Lagarde poderá acontecer antes do final previsto do mandato.

O próprio Macron já terá sinalizado a pessoas próximas de si que gostava de ainda ter algo a dizer sobre a escolha do próximo presidente do BCE.

Numa resposta à notícia, o BCE diz que "a presidente Lagarde está totalmente concentrada na sua missão e não tomou qualquer decisão relativamente ao termo do seu mandato".

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Ainda segundo o FT, nesta fase já existem alguns nomes apontados pelos economistas como prováveis sucessores de Lagarde à frente do BCE: o espanhol Pablo Hernández de Cos, o neerlandês Klaas Not, a alemã Isabel Schnabel e o também alemão Joachim Nagel.

Christine Lagarde assumiu a presidência do Banco Central Europeu em 2019, tendo liderado a política monetária da União Europeia desde então. A sua presidência ficou marcada pela pandemia da covid-19 e também pela invasão da Rússia à Ucrânia, o que teve fortes impactos na economia e na inflação dos países europeus. Desde então, uma primeira fase de subida das taxas de juro diretoras, seguida de uma fase de descida, permitiu estabilizar a inflação em torno dos 2%.

Na mais recente reunião do BCE, Lagarde afastou inclusivé a ameaça do euro para a inflação. 

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