Líderes sindicais confiantes no êxito da greve

Os líderes da CGTP-IN e da UGT mostraram esta quarta-feira confiantes no êxito da greve geral e acreditam que vai contribuir para mudar o rumo da política nacional.

24 de novembro de 2010 às 08:36
Líderes sindicais confiantes no êxito da greve Foto: d.r.
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Carvalho da Silva e João Proença iniciaram hoje a sua jornada de luta nas instalações da Autoeuropa a unidade industrial do grupo Volkswagen, em Palmela, uma das unidades privadas que está encerrada. "Estamos aqui na principal unidade privada industrial do país, não haverá produção e essa é tambéma situação geral no parque industrial da Autoeuropa", disse Carvalho da Silva, reafirmando a convicção no êxito da greve geral.

O líder da CGTP destacou também a paralisação dos trabalhadores do sector  portuário que, segundo disse, levou ao encerramento de todos os portos nacionais,  bem como a grande adesão à greve no sector ferroviário, na Soflusa (barcos do Barreiro) e em muitas câmaras municipais e na área da saúde.   Carvalho da Silva considera que a greve geral representa um contributo  decisivo para relançar a discussão sobre o salário mínimo nacional e para a reposição de alguns direitos a camadas de trabalhadores e população "que  foram colocados em situação de pobreza e de miséria" e ainda para lançar  "uma dinâmica de desenvolvimento produtivo".

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Por sua vez, o líder da UGT, João Proença justificou a greve geral com a necessidade de políticas diferentes que correspondam às necessidades de  emprego no país.

"Neste momento, há uma política errada que pede demasiados sacrifícios aos trabalhadores deixando de fora muitos que poderiam pagar muito mais.  Hoje temos necessidade de combater o défice - é indispensável - sob pena de termos aí o FMI", afirmou João Proença.

"Não podem ser só os trabalhadores a pagar a factura e, por outro lado, estas políticas de combate ao défice afundam o país e não vamos a lado nenhum",  adiantou. Confrontado com os incidentes ocorridos de madrugada na estação de correios de Cabo Ruivo, o líder da CGTP Carvalho da Silva disse que se trata de uma situação que se tem vindo a repetir quando há lutas laborais e adiantou, sem especificar, que "houve outros incidentes noutras zonas do país".

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