Lucro da Galp aumenta 68% para 682 milhões de euros no 3.º trimestre

Em sentido contrário, o resultado líquido apurado de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) caiu 24% no terceiro trimestre, para 201 milhões de euros, e 9% nos primeiros nove meses, para 852 milhões de euros.

26 de outubro de 2026 às 07:36
Galp Foto: Pedro Catarino
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A Galp aumentou o lucro em 68% no terceiro trimestre, para 682 milhões de euros, impulsionada pelo crescimento da produção no Brasil, pelas exportações de produtos refinados e pela compra e venda de petróleo e gás nos mercados internacionais.

Nos primeiros nove meses do ano, o resultado líquido ajustado a custo de substituição (RCA) ascendeu a 1,49 mil milhões de euros, mais 54% do que no período homólogo de 2025, anunciou esta segunda-feira a empresa em comunicado.

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Em sentido contrário, o resultado líquido apurado de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) caiu 24% no terceiro trimestre, para 201 milhões de euros, e 9% nos primeiros nove meses, para 852 milhões de euros.

O resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), ajustado a custo de substituição, aumentou 67% no terceiro trimestre, para 1.522 milhões de euros. No acumulado dos primeiros nove meses, subiu 54%, para 3.737 milhões de euros.

A produção de petróleo no Brasil atingiu um novo máximo de 131 mil barris por dia, beneficiando do aumento progressivo da produção no campo de Bacalhau.

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A evolução da produção foi acompanhada pela subida do preço médio do petróleo Brent, referência para a Europa, que passou de 70,9 dólares por barril nos primeiros nove meses de 2025 para 93,9 dólares no mesmo período deste ano.

A atividade de exploração e produção de petróleo e gás gerou um EBITDA de cerca de 2.000 milhões de euros nos primeiros nove meses, mais 67% do que no período homólogo, representando mais de metade do total do grupo.

A área Industrial & Midstream, que inclui a refinação, a comercialização de petróleo, gás e eletricidade nos mercados internacionais e as exportações de produtos refinados, registou um EBITDA de 1.300 milhões de euros, um aumento homólogo de 52%.

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No conjunto, as atividades com origem nos mercados internacionais representaram 91% do EBITDA da Galp nos primeiros nove meses do ano. O contributo das exportações mais do que triplicou, para 640 milhões de euros.

A empresa beneficiou também da melhoria das margens internacionais de refinação, que atingiram 22,1 dólares por barril nos primeiros nove meses e 34 dólares no terceiro trimestre. Segundo a Galp, a refinaria de Sines operou perto da capacidade máxima durante o trimestre.

As operações de compra e venda de petróleo e gás nos mercados internacionais permitiram à empresa responder às perturbações nos mercados globais. Durante o terceiro trimestre, a Galp assegurou também as necessidades de importação de combustível de aviação de Portugal até ao final de 2026, reforçando o seu contributo para a segurança do abastecimento energético nacional.

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Na área Comercial, o EBITDA aumentou 22% em termos homólogos, para 344 milhões de euros nos primeiros nove meses, beneficiando sobretudo da recuperação das vendas de produtos petrolíferos, gás natural e eletricidade a empresas na Península Ibérica. O aumento das vendas de combustíveis a clientes empresariais, sobretudo em Espanha, compensou a redução do consumo dos particulares em Portugal e em África.

O negócio das energias renováveis registou igualmente uma evolução positiva, com o EBITDA a aumentar 67%, para 57 milhões de euros.

O investimento total da empresa atingiu 1.340 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 87% do que no período homólogo, impulsionado sobretudo pela aquisição dos ativos eólicos em Espanha, num investimento conjunto de 738 milhões de euros.

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Do investimento total, 960 milhões de euros foram destinados a projetos de descarbonização, incluindo iniciativas de baixo carbono na refinaria de Sines. Cerca de 1.100 milhões de euros foram investidos na Península Ibérica.

Na atividade de exploração e produção, o investimento ascendeu a 277 milhões de euros, destinados sobretudo ao desenvolvimento do campo de Bacalhau, no Brasil.

A co-presidente executiva da Galp, Maria João Carioca, afirmou que os resultados "são o reflexo de uma estratégia de crescimento sustentada, da coragem para investir em momentos decisivos, da qualidade dos ativos que desenvolvemos e da disciplina com que as nossas equipas executam projetos complexos ao longo de vários anos".

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"Os resultados da Galp são construídos ao longo de anos, não de trimestres. Embora beneficiemos atualmente das condições de mercado em alguns segmentos, os indicadores refletem essencialmente opções estruturais de crescimento e transformação que a Galp tem vindo a executar de forma disciplinada ao longo de décadas", acrescentou, citada no mesmo comunicado. 

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