Lucro da TAP sobe para 16 milhões

A TAP fechou o ano de 2012 com um lucro de 16 milhões de euros, que compara com 3,1 milhões de euros do ano anterior, o que foi considerado "uma grande vitória e um grande resultado" no atual contexto.

26 de fevereiro de 2013 às 19:59
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"A TAP teve uma performance excecional num ano muito difícil da economia portuguesa e europeia", afirmou hoje o administrador financeiro da TAP, Michael Conolly, em conferência de imprensa, realçando que a empresa regista resultados positivos pelo quarto ano consecutivo.

Os resultados hoje apresentados são referentes à TAP SA, que inclui o transporte aéreo e a manutenção em Lisboa, tendo ambos "contribuído positivamente para o resultado líquido".

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Questionado sobre os resultados da manutenção no Brasil (ex-VEM), principal responsável pelos prejuízos da TAP SGPS, Michael Conolly disse que "hoje é só [dia da] TAP SA".

Por seu lado, o presidente da TAP, Fernando Pinto, garantiu que "o resultado das restantes empresas do grupo também não serão más notícias", realçando o facto do lucro da TAP SA ter crescido "cinco vezes".

O presidente da TAP destacou ainda a redução "drástica" da dívida da empresa, de 1.042 milhões para 862 milhões de euros, uma melhoria de 21%.

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O total de receitas no exercício de 2012 ascendeu a 2.429 milhões de euros, evidenciando um aumento de 6,9% face ao ano anterior, com destaque para a Manutenção (Assistência a Terceiros), com uma melhoria de 23%, e para as receitas de passagens com um crescimento de 6,7%.

Os custos de exploração, excetuando o combustível, situaram-se em 1.422 milhões de euros, mais 4,8% do que os 1.357 registados em 2011.

A fatura dos combustíveis não para de crescer desde 2008, destacou o administrador financeiro da companhia, realçando que, em 2012, teve um acréscimo 93 milhões de euros, superior em 13% face ao ano anterior.

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Os resultados operacionais foram igualmente positivos em 43,4 milhões de euros, melhor em 5,6% do que os 41,1 milhões de euros registados em 2011.

Em relação ao impacto da retenção dos subsídios dos trabalhadores nos resultados de 2012, Fernando Pinto escusou-se a dar um valor, porque, argumentou, "nos cálculos da empresa, significa perder" e não aumentar receitas.

Fernando Pinto lembrou que, no último ano, saíram da empresa 38 técnicos de manutenção e 20 pilotos, que optaram por emigrar, o que representa um pesado custo para a companhia, tendo em conta "os anos de formação prestada".

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