Mação investe na apicultura

As instalações de uma antiga escola primária de Mação estão a ser transformadas numa Unidade de Extracção e Embalamento de Mel, com o objectivo de impulsionar o sector da apicultura e transformar o concelho num dos principais produtores a nível nacional.

08 de janeiro de 2007 às 00:00
Mação investe na apicultura Foto: d.r.
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O edifício, situado em Queixoperra, foi cedido pela Câmara Municipal de Mação e está a ser recuperado pela Cooperativa de Apicultores Melbandos, para entrar em funcionamento já no próximo ano.

Vai ficar equipado com o sistema de Análise e Pontos Críticos de Controlo, que permitirá receber e tratar o mel produzido por 59 apicultores, mediante “rigorosos sistemas de qualidade”, garante Maria José Monteirinho, presidente da cooperativa.

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Segundo Saldanha Rocha, presidente do município, o concelho de Mação produz actualmente 70 toneladas de mel por ano. Com o novo equipamento, pretende-se chegar às 150 toneladas anuais.

“Um dos grandes objectivos passa por dar novo alento aos produtores, integrando os canais de distribuição das grandes superfícies”, refere o autarca.

Os apicultores de Mação produzem três tipos de mel: de urze, rosmaninho e multiflora. Mas a Melbandos pretende incentivar a produção do mel biológico, como forma de valorização do sector. Trata-se de um mel puro, muito diferente do de denominação de origem protegida, que irá respeitar os padrões de qualidade, segundo os responsáveis da cooperativa.

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Criada em 2003, a Melbandos tem como prioridade o licenciamento da actividade de extracção e comercialização do mel, certificando-o como produtor de Denominação de Origem Protegida (DOP).

“É preciso provar ao consumidor que o mel é bom, em termos de segurança alimentar e de sabor”, afirma Fernando Monteiro, veterinário municipal e um dos impulsionadores do projecto.

EMPREGO

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A criação da Central Meleira vai garantir novos postos de trabalho e promover a internacionalização do mel de Mação, asseguram os dirigentes da Melbandos.

INCENTIVO

O fomento da apicultura serve de incentivo à fixação de pessoas e à limpeza das florestas, considera Saldanha Rocha.

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