MAIS DE 250 DESPEDIMENTOS NAS CONFECÇÕES

Mais 250 trabalhadores de empresas de confecções perderam ontem os seus postos de trabalho na região da Cova da Beira, informou o coordenador do Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB), Luís Garra.

03 de janeiro de 2003 às 00:00
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No concelho da Covilhã fecharam portas as confecções A. D. Lopes, no Tortosendo, deixando no desemprego cerca de uma centena de pessoas, e as Confecções Paulenses, no Paul, que empregavam 60 pessoas.

No concelho de Belmonte, as confecções Carveste, uma das mais importantes empresas do ramo na Beira Interior, concretizaram um despedimento colectivo que envolveu 89 trabalhadores.

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Segundo fonte do STBB, "nada fazia prever a situação das Confecções Paulenses". No caso da A. D. Lopes, "já havia um processo de falência em curso, mas a criação de uma empresa no seio daquela, deixava prever a absorção dos postos de trabalho", o que não veio a acontecer.

Ainda segundo a mesma fonte, "apesar das dificuldades, não era esperado um procedimento tão brusco na Carveste".

Em declarações ao CM, o coordenador do STBB, Luís Garra, afirmou que os despedimentos ocorridos ontem “só vieram confirmar os piores cenários previstos em termos de emprego para a região”.

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Para o sindicalista, cada vez é mais necessário um “plano de emergência de carácter económico” para o distrito de Castelo Branco, com medidas de atracção ao investimento e de apoio às empresas que ainda podem ser recuperadas.

Segundo disse, o ano passado, mais de duas mil pessoas perderam os seus postos de trabalho naquela região e 17 empresas encerraram portas. O início deste ano, com os 250 despedimentos naqueles concelhos prevêem, na sua opinião, um cenário igual ou pior para 2003.

O STBB pretende reunir na próxima semana para analisar a situação destes 250 trabalhadores. Segundo Luís Garra, o sindicato vai prestar apoio jurídico e reclamar os créditos devidos.

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