Mais de metade do que as famílias pagam já é juros

Valor médio fixou-se em setembro em 423 euros, mais cinco euros face a agosto e mais 30 euros do que há um ano. Imóveis são os principais componentes dos ativos das famílias.

22 de outubro de 2026 às 01:30
Subida das taxas de juro aumenta a prestação do crédito à habitação Foto: João Cortesão
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Os juros já representam mais de metade da prestação que as famílias pagam mensalmente ao banco. Em setembro, a taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação voltou a subir, para 3,194%, o valor mais alto num ano, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A prestação média fixou-se em 423 euros, cinco euros acima do mês anterior e mais 30 euros do que em setembro de 2025, divulgou na quarta-feira o INE, adiantando que, no último mês, “a parcela relativa a juros representou 50,4% da prestação média”.

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O INE revelou que a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,194% em setembro. Já nos contratos mais recentes (nos últimos três meses), a taxa de juro subiu para 2,959% em setembro, com a prestação média a subir 13 euros, para 757 euros.

O INE também atualizou os montantes em dívida no crédito à habitação em setembro: o capital médio aumentou 655 euros, atingindo 80 843 euros.

Segundo o Banco de Portugal, os imóveis, sobretudo os destinados à habitação, são o principal componente dos ativos das famílias portuguesas, representando cerca de metade do seu valor. “Entre 2010 e 2025, o valor dos imóveis aumentou quase 50%, passando de 473 para 708 mil milhões de euros, em linha com a evolução apurada nas contas nacionais, que serve de referência às estatísticas de distribuição da riqueza”, conclui o BdP.

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