Mais de metade do que as famílias pagam já é juros
Valor médio fixou-se em setembro em 423 euros, mais cinco euros face a agosto e mais 30 euros do que há um ano. Imóveis são os principais componentes dos ativos das famílias.
Os juros já representam mais de metade da prestação que as famílias pagam mensalmente ao banco. Em setembro, a taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação voltou a subir, para 3,194%, o valor mais alto num ano, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A prestação média fixou-se em 423 euros, cinco euros acima do mês anterior e mais 30 euros do que em setembro de 2025, divulgou na quarta-feira o INE, adiantando que, no último mês, “a parcela relativa a juros representou 50,4% da prestação média”.
O INE revelou que a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,194% em setembro. Já nos contratos mais recentes (nos últimos três meses), a taxa de juro subiu para 2,959% em setembro, com a prestação média a subir 13 euros, para 757 euros.
O INE também atualizou os montantes em dívida no crédito à habitação em setembro: o capital médio aumentou 655 euros, atingindo 80 843 euros.
Segundo o Banco de Portugal, os imóveis, sobretudo os destinados à habitação, são o principal componente dos ativos das famílias portuguesas, representando cerca de metade do seu valor. “Entre 2010 e 2025, o valor dos imóveis aumentou quase 50%, passando de 473 para 708 mil milhões de euros, em linha com a evolução apurada nas contas nacionais, que serve de referência às estatísticas de distribuição da riqueza”, conclui o BdP.
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