Mário Soares: "Não me consta que o Governo tenha chamado o FMI"

O antigo Presidente da República e antigo primeiro-ministro Mário Soares, considerou esta terça-feira desnecessária uma intervenção imediata do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal.

16 de novembro de 2010 às 18:23
Mário Soares, FMI Foto: Duarte Roriz
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"Não me consta que até agora o FMI tenha dito que queria vir, nem me consta que o Governo português tenha pedido para vir", disse Soares que,  enquanto primeiro-ministro, chegou a pedir a colaboração daquele organismo.  

"Eu tive duas vezes o FMI cá e resolvi os problemas, mas enquanto o Governo não pedir e enquanto isso não se proporcionar, não vejo que haja necessidade para tal coisa", afirmou aos jornalistas, após realizar uma palestra para alunos da Trofa sobre República, Democracia e Europa.    

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Em relação às acções feitas para ultrapassar os problemas financeiros de Portugal, Mário soares afirma que  "está-se a fazer bem" e "houve uma certa acalmia na última semana, depois  do desejo dos chineses de comprarem uma parte da nossa dívida e de a senhora  Merkel  [chanceler alemã] ter dito que se houvesse uma crise do euro era terrível porque seria a destruição da União Europeia".  

Mário Soares rejeitou também a hipótese de um governo de bloco central em Portugal como o que ele próprio acordou, enquanto primeiro ministro, com Mota Pinto.    

"Sei o que é um governo de bloco central, necessita de meses de negociações prévias e de avanços. Eu andei a negociar isso com o professor Mota Pinto  muito antes das eleições", recordou.

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Para o antigo Presidente da República, "o necessário" neste momento "é que aqueles que estão a negociar as coisas, nomeadamente o orçamento na especialidade, se entendam.  Parece que se estão a entender e eu estou feliz por isso".

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