Metro gasta 30 mil horas em greves

Os trabalhadores do Metro realizaram 12 greves em 2013 e oito este ano.

26 de dezembro de 2014 às 08:45
metro, lisboa, greve Foto: LUSA / Jose Sena Goulao
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O número de pré-avisos de greve e o número de horas de trabalho perdidas pela paralisação aumentaram em 2013 face ao período homólogo de 2012. São 30 405 horas de trabalho gastas em greves, segundo o relatório e contas do Metropolitano de Lisboa. Trata-se de um aumento de 20,8% face ao ano de 2012, altura em que se perderam 25 176 horas de trabalho em paralisações. O relatório indica também que, em 2013, a média de adesão às greves convocadas fixou-se nos 61,3%.

Segundo o relatório de contas, em 2013 os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa entregaram à empresa 14 pré-avisos de greve, o que representa um aumento de 27,3% face aos 11 recebidos em 2012. Oito das 14 greves convocadas pelos trabalhadores foram greves de tempo parcial. No total, só duas foram desconvocadas. Em 2012, por exemplo, nenhuma foi desconvocada. No balanço final, em 2013 realizaram-se 12 paralisações.

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Em 2014, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizaram um total de oito paralisações. A última foi no dia 22 de dezembro e contou com uma adesão de 100%. Em causa estava a defesa do serviço público da empresa contra a intenção de privatização do Governo.

As 12 greves realizadas no ano passado contribuíram para uma menor circulação de comboios, o que traduziu uma redução de 2,72% face a 2012.

Em termos de resultados operacionais, o relatório de contas acrescenta que o Metropolitano de Lisboa fechou o ano de 2013 com um saldo positivo de 22 milhões de euros. A nível de pessoal, verificou-se uma redução global de 76 colaboradores.

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Em 2013, as indemnizações compensatórias no Metro de Lisboa mantiveram-se iguais ao ano anterior, atingindo um total de 44 milhões de euros.

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