MINISTRA INCENTIVA POUPANÇA

A ministra das Finanças apelou ontem à poupança, ao não endividamento e ao trabalho, na aula que deu ontem aos alunos de Economia da Escola Secundária Ibn Mucana em Alcabideche.

22 de maio de 2003 às 00:00
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Raquel Cardoso 17 anos gostou da intervenção, mas não ficou esclarecida. “A ministra apelou ao trabalho mas não há emprego”, refere a aluna. “ A minha mãe é professora de Geografia e teve de ir trabalhar para São Tomé porque não teve vaga em Portugal. Estamos há dois anos separadas”, acrescenta revoltada. A aluna sublinha que não é justo a mãe ter de ir trabalhar para fora e salienta que “é ainda menos justo eu ter de ficar aqui sozinha”. A titular da pasta das Finanças afirma que o aumento do desemprego é uma preocupação, mas acrescenta que não pode fazer a correcção do endividamento sem desemprego. Segundo a responsável, o “desemprego é um sintoma de que a doença está a ser curada”.

Em resposta às dúvidas sobre como controlar o défice, Manuela Ferreira Leite referiu que a venda do património “é uma forma saudável de não aumentar os impostos, nem incrementar as despesas, criando receitas sem pedir empréstimos”. Acrescentou que não se deve fazer “um drama” à volta desta questão e adiantou que “não vai vender jóias de família”.

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