Ministro acusa João Salgueiro de arrogância

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, considerou, esta quarta-feira, arrogante e infeliz a posição assumida pelo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), João Salgueiro, ao afirmar que o Governo está a utilizar os ataques à Banca como parte de uma "estratégia para atrair opinião pública".

08 de novembro de 2006 às 11:57
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"São declarações francamente infelizes, que revelam uma atitude arrogante, num momento em que todos têm que contribuir para um esforço que tem que ser nacional", disse Teixeira dos Santos em declarações aos jornalistas, esta manhã, à margem do V Fórum da Banca e Mercados de Capitais, promovido pelo'Diário Económico'.

O ministro das Finanças reagia assim à entrevista divulgada na edição desta quarta-feira do jornal 'Público', onde o presidente da APB considera que o Governo português "actua na linha do peronismo com a banca".

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"Este Governo tem mostrado que dá uma grande prioridade à ocupação das agendas mediáticas. E tem procurado, através de confrontos, de anúncios de grande projectos, de grandes programas, de grandes eventos mediáticos, ter a agenda por sua conta. E tem conseguido", acusa João Salgueiro na mesma entrevista.

Na terça-feira, durante a apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2007, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou que o Governo vai propor legislação que obrigue os bancos a comunicarem, informarem e esclarecerem a administração tributária, mesmo que isso implique a anulação do sigilo bancário, sobre os esquemas, operações ou transacções adoptados ou propostos para efeitos de planeamento fiscal.

SALGUEIRO CONTESTA MEDIDAS

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João Salgueiro, que também participou esta manhã no V Fórum Banca, contestou as medidas anunciadas pelo Governo para o sector e alertou que as mesmas podem agravar o preço do dinheiro para o país.

Quanto ao arredondamento à milésima das taxas de juro no crédito à habitação, João Salgueiro, que falava aos jornalistas à margem do fórum, defendeu que este não pode ser retroactivo por várias razões, entre as quais "alterar contratos feitos por escrito e com selo notarial".

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