Montenegro qualifica aumento de combustíveis como "absurdo"
Primeiro-ministro em Bruxelas diz que subida dos combustíveis "atinge todos".
"Nós precisamos de uma intervenção que seja, do ponto de vista diplomático, eficaz para suster este aumento do preço dos combustíveis, que é absurdo, é insensato, atinge todos", afirmou esta quinta-feira o primeiro ministro em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Bruxelas. Luis Montenegro acusou ainda os Estados Unidos de incoerência ao fazerem um acordo sobre o gasóleo com a Rússia, considerando que que não vai ter "nenhuma consequência positiva" a nível de preços ou da guerra na Ucrânia.
O primeiro-ministro garantiu que o Governo tem "vindo a estabelecer diálogo com os seus parceiros da UE e também com os seus aliados, como é caso dos Estados Unidos da América", para "colocar a prioridade de todos na resolução diplomática do conflito no Médio Oriente". "É aquilo que permite estabilizar o mercado do preço a nível internacional e, por via disso, também estabilizar o preço dos combustíveis", sustentou.
O governo tem promovido a devolução do IVA ganho com o aumento dos preços dos combustíveis através da redução do ISP. Segundo um relatório das Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes, divulgado esta quinta-feira, no terceiro trimestre o ISP desceu 0,9 cêntimos por litro na gasolina e 1,8 no gasóleo face ao trimestre anterior. No entanto, ressalva, "esta redução foi revertida nas semanas em que se verificou descida dos preços".
1,8
cêntimos
Férias com preços mais elevados
O preço médio do gasóleo no tradicional período de férias, entre julho e setembro, aumentou 29,5% face ao mesmo período de tempo do ano passado, passando de 1,570 euros para 2,033 euros no terceiro trimestre face ao período homólogo, um aumento de 46,3 cêntimos por litro, segundo a Epcol. O agravamento num depósito de 50 litros é superior a 23 euros.
Brent
O preço do barril de Brent - o petróleo de referência na Europa - chegou a descer esta quinta-feira 1,89% para 104,06 dólares, mantendo-se acima dos 100 dólares.
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