Novos aviões chegam à TAP em 2017

Dono da Barraqueiro em maioria no conselho de administração.

13 de junho de 2015 às 10:29
TAP, privatização Foto: José Sena Goulão / Lusa
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Os primeiros novos aviões para a TAP devem chegar em 2017, e a renovação da frota com 53 novos Airbus, prometidos pelo consórcio vencedor do processo de privatização, estará completa em 2020, apurou o CM junto de fontes do processo.

O novo modelo de governação da transportadora aérea irá eliminar o conselho de supervisão, ficando apenas um conselho de administração alargado, de onde sairá uma comissão executiva. Humberto Pedrosa, dono da Barraqueiro e parceiro de David Neeleman no consórcio Gateway, terá a maioria dos administradores. O Estado (que ainda detém 34% da companhia) não decidiu se nomeará administradores executivos.

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Ainda de acordo com fontes ligadas ao processo, no ato de assinatura do contrato, a Gateway tem de pagar imediatamente um sinal de dois milhões de euros ao Estado, sendo os restantes oito entregues quando o negócio for totalmente concretizado (o que se espera aconteça até ao fim do ano).

Quando todas as formalidades legais estiverem cumpridas, Humberto Pedrosa e David Neeleman devem injetar na TAP 269 milhões de euros (80% da capitalização prometida) e, a partir de 2016, serão aplicados mais 17 milhões trimestralmente, até perfazer os 338 milhões de reforço de capital.

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Outro facto relevante foi a exigência, por parte dos dois consórcios que passaram à fase final do processo, de uma cláusula indemnizatória que salvaguardasse o "risco político" de um futuro governo reverter o negócio. Esta cláusula não foi aceite.

O consórcio Gateway tem quatro anos para, se quiser, colocar parte do capital da TAP em bolsa. Neste caso, o Estado poderá lucrar mais 90 milhões de euros em resultado da partilha de benefícios, tendo por base o desempenho económico da companhia aérea durante o ano de 2015.

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