OCDE quer travão nas reformas antecipadas e prolongar trabalho
Organização internacional reconhece que a idade de reforma tem vindo a aumentar, mas acha que Portugal pode ir mais longe.
O Estado português deverá adotar medidas para prolongar a vida ativa, nomeadamente através de programas de requalificação profissional, e limitar o acesso à reforma antecipada. Estas recomendações constam de um relatório sobre Portugal divulgado esta terça feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que defende igualmente, no âmbito do combate à crise habitacional, um aumento de impostos sobre os imóveis.
A organização reconhece que a idade efetiva de reforma em Portugal tem vindo a aumentar, refletindo a evolução da esperança de vida aos 65 anos, mas considera que o país deverá "ir mais longe", prolongando a vida ativa "nomeadamente reforçando o apoio às pessoas mais velhas para permanecerem no mercado de trabalho". Paralelamente, deverá limitar "progressivamente as condições de acesso à reforma antecipada", lê-se no documento.
O relatório sobre Portugal foca-se também no problema habitacional, defendendo a OCDE "a transição gradual de uma parte dos impostos sobre as transações para impostos periódicos sobre o património, bem como o agravamento da tributação sobre os imóveis devolutos". Com o agravamento do IMI, a OCDE acredita que seria possível aumentar a oferta de casas no mercado. Mas defende igualmente o reforço do investimento em habitação social "prestando ao mesmo tempo um apoio mais direcionado à população com baixos rendimentos".
Em termos globais, o organização prevê que o ritmo de crescimento do PIB português "continuará a superar o da OCDE e da área do euro, com taxas de 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027", antecipando também a continuação a redução da dívida pública para 84,9% do PIB em 2027.
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