Omã interessado na construção naval portuguesa

O sultanato de Omã mostrou-se interessado em áreas relacionadas com os produtos agroalimentares e construção naval portuguesa, disse este domingo à Lusa o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

16 de dezembro de 2012 às 11:47
sultanato de Omã, agroalimentares, construção naval, Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Pedro Reis Foto: Sérgio Freitas / arquivo
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"Ao ser um país portuário, Omã, tem interesse na construção naval e isso é um dado importante para os nossos estaleiros no sentido do fabrico ou simplesmente manutenção de embarcações de pequena e média dimensão" disse Pedro Reis, que acompanha, desde sábado, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros na deslocação a vários Estados do Golfo Pérsico, acrescentando que o agroalimentar é um dos sectores de interesse por parte das autoridades de Mascate.

"A outra área em que nos foi sugerido interesse é toda a área agroalimentar e nesse sentido promovemos uma série de reuniões com importadores que queremos levar agora a Portugal. Nas áreas dos vegetais e de alguns produtos já transformados como polpas de fruta, sumos e derivados de cereais. Depois há toda a área das tecnologias de informação e conhecimento, sobretudo, na rede de comunicações e há também interesse em farmacêuticas e análises médicas", explicou o presidente da AICEP no final da visita a Mascate.

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Pedro Reis diz ainda que encontra similitudes entre Omã, Portugal e Singapura porque, afirma, funcionam como plataformas logísticas para grandes blocos regionais.

"Singapura faz isso para o sudeste asiático e China, Portugal está a posicionar-se para a África e América Latina e Omã está a fazer isso para o Golfo Pérsico, Norte de África e na aproximação à Índia através da implementação de zonas francas e de uma rede de estruturas portuárias", acrescentou o presidente da AICEP, sublinhando o crescimento económico do sultanato.

"Omã aumentou quase quatro vezes o seu Produto Interno Bruto (PIB): tinha 20 biliões de dólares e passou para 73 biliões de dólares, mas curiosamente isso não foi só apenas à conta do gás e do petróleo que se associam muito a estes Estados, mas foi também muito por consequência de se terem posicionado numa plataforma logística desta região. Sendo assim, 50 por cento da economia deixou de depender do petróleo e do gás", concluiu.

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A delegação do Ministério dos Negócios Estrangeiros português termina a visita a Omã e viaja este domingo para o Kuwait onde vai permanecer durante 48 horas.

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