Oposição ouve a crise no “disco” do Governo
António Costa diz que défice de 2017 foi conseguido “graças ao fim da austeridade”.
Antecipando as críticas o primeiro-ministro tentou explicar, ontem, no Parlamento, que a redução do défice para 0,7 por cento prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento não foi conseguido "à custa de mais austeridade", mas que foi o seu fim a "garantir a consolidação saudável das contas públicas".
Argumentos que não convenceram nem a esquerda nem a direita. Na geringonça assistiu-se a mais um braço de ferro entre Catarina Martins e António Costa com a coordenadora do bloco a sublinhar que não negociou com o Governo "folgas" orçamentais e avisando que "há muito trabalho para fazer" quanto ao orçamento de 2019.
Um sinal de endurecimento de posições quanto às negociações que aí vêm que se estendeu aos Verdes e PCP. Jerónimo de Sousa acusou o Governo de usar os resultados das contas públicas para apresentar como um "troféu" em Bruxelas.
O ‘sucesso’ de Centeno também não convence PSD e CDS. Para o líder da bancada laranja, Fernando Negrão, "nem tudo são rosas" acusando o Governo de ter sido o recordista das cativações e de cobrança de impostos. Só em 2017 foram cobrados mais 3 mil milhões de euros em impostos indiretos, atirou Nuno Magalhães que falou pelos centristas.
"Vira o disco e toca o mesmo" afirmou, socorrendo-se do ditado popular para dizer que a austeridade continua.
Tempo põe Centeno e Gaspar em sintonia
Numa entrevista ao ‘Negócios’, Centeno afirmou que é importante aproveitar os períodos em que "o sol brilha" para fortalecer as finanças públicas. Ontem, no ‘Fiscal Monitor’, o documento do Fundo Monetário Internacional dirigido por Gaspar, é deixado o aviso de que é preciso "poupar para os dias de chuva".
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