Ouro para reforma do Estado
O economista Miguel Cadilhe defendeu ontem uma “auto-reforma conceitual e administrativa do Estado português”, sustentada no corte de um terço das despesas correntes primárias e com recurso a meios extraordinários de financiamento.
“Uma grande mudança que pode ajudar decisivamente o País a dar a volta com recurso a meios extraordinários”, frisou Miguel Cadilhe.
O financiamento deste programa seria realizado através de um Fundo Extraordinário de Investimento (FEI), com “alguns milhares de milhões de euros”, sustentou. Para financiar o FEI, Cadilhe propõe três fontes: a emissão extraordinária de dívida longa, os fundos estruturais da União Europeia revocacionados e privatizações e alienações (incluindo o recurso ao ouro do Banco de Portugal).
O economista considera que a venda gradual do ouro vai libertar provisões e diferenças de reavaliação, num total 2,2 mil milhões de euros, lucros que poderão assim ser consignados pelo Estado ao FEI.
O novo fundo deverá ser criado sob um regime especial e a sua gestão deverá ser entregue a profissionais competentes, independentes e inamovíveis, aconselhou Cadilhe.
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