Paquete Funchal de volta ao mar
Está encontrada a solução para o paquete ‘Funchal’, que há dois anos aguardava por obras no porto da Matinha, em Lisboa, e que foi adquirido por Rui Alegre, ex-presidente da Amorim Imobiliária.
O empresário, ex-genro de Américo Amorim, comprou o navio turístico e outros três da mesma empresa, arrestados em portos europeus por dívidas dos donos, de nacionalidade grega, apesar de a empresa ter sede em Portugal.
A precisar de obras de mais de seis milhões de euros, o paquete ficou sem gasóleo e eletricidade em outubro, mas a tripulação só deixou o navio em dezembro, para garantir o pagamento de salários de atraso.
No entanto, já estão a regressar para os trabalhos de limpeza e são os primeiros credores a receber, por terem "crédito privilegiado", explica ao CM o presidente da Confederação dos Sindicatos Marítimos. "Estamos expectantes, os navios têm bandeira portuguesa e vão ter de contratar", acredita Alexandre Delgado. Os quatro navios podem empregar até 600 trabalhadores e há mercado, sobretudo no Brasil, sublinha Delgado.
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