Paralisação continua até sábado
A greve dos trabalhadores dos portos, que se prolonga até sábado, afecta a acostagem de cerca de uma centena de navios. Até ao final do dia de ontem, os grevistas não registaram qualquer tentativa do Governo ou de entidades portuárias para retomar conversões que possam pôr fim à paralisação dos 600 trabalhadores.
A carga destinada a Portugal está a ser desviada para Sines ou Leixões ou para os portos espanhóis, diz António Belmar Costa, director executivo da Associação dos Agentes de Navegação. No primeiro dia de greve, apenas os portos nacionais de Leixões, Sines e Madeira funcionaram normalmente, embora apenas Leixões não tenha aderido à paralisação. Segundo Vítor Dias, da Fesmarpor (Confederação dos Trabalhadores Portuários, Sindicatos Marítimos e Portuários), a greve registou adesão total em Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa e Setúbal. "É de louvar a solidariedade de 600 trabalhadores para com os 61 estivadores de Aveiro", disse Vítor Dias. A origem da greve está na insolvência da empresa Trabalho Portuário de Aveiro, que põe em risco os posto de trabalho.
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