Patrões de acordo quanto à redução de custos das indemnizações
As organizações patronais, com assento na concertação social, apoiam a necessidade de reduzir os custos das indemnizações por despedimento, alegando que tal evitaria a perda de postos de trabalho, embora discordem no número de dias que devem ser contados.
Na próxima reunião da concertação social, prevista para segunda feira, CIP, CCP e CTP deverão apoiar a pretensão do Governo de alterar os custos com as indemnizações por cessação do contrato de trabalho.
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) já avançaram com propostas para redução das indemnizações, para entre dois terços e metade dos valores actuais.
Neste momento a lei prevê o direito a uma indemnização equivalente a um mês de salário por cada ano de trabalho, sem limite do número de meses nem do montante global máximo, em termos de valor absoluto.
Em declarações à agência Lusa, o dirigente da CIP, Gregório Rocha Novo, recordou que "a pretensão de estabelecer tetos para as indemnizações não é nova, já tem mais de uma década", explicando que os valores actuais impedem as reestruturações necessárias em muitas empresas, levando ao seu encerramento e consequente perda da totalidade dos empregos, quando alguns deles poderiam ser poupados.
De acordo com Gregório Rocha Novo, o montante a fixar para este teto depende ainda "da apreciação que, em sede de concertação social, se venha a desenhar".
A CIP defende que estas novas regras se apliquem "a todas as situações de despedimentos e quer aos contratos futuros, quer aos já existentes, para ter impacto imediato".
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