Patrões de acordo quanto à redução de custos das indemnizações

As organizações patronais, com assento na concertação social, apoiam a necessidade de reduzir os custos das indemnizações por despedimento, alegando que tal evitaria a perda de postos de trabalho, embora discordem no número de dias que devem ser contados.

19 de janeiro de 2011 às 17:30
Desemprego, CIP, CCP, CTP, despedimento, indemnização Foto: Lusa
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Na próxima reunião da concertação social, prevista para segunda  feira, CIP, CCP e CTP deverão apoiar a pretensão do  Governo de alterar os custos com as indemnizações por cessação do contrato  de trabalho.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e a Confederação  Empresarial de Portugal (CIP) já avançaram com propostas para redução das indemnizações, para entre dois terços e metade dos valores actuais.

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Neste momento a lei prevê o direito a uma indemnização equivalente a  um mês de salário por cada ano de trabalho, sem limite do número de meses nem do montante global máximo, em termos de valor absoluto.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente da CIP, Gregório Rocha Novo, recordou  que "a pretensão de estabelecer tetos para as indemnizações não é nova,  já tem mais de uma década", explicando que os valores actuais impedem as  reestruturações necessárias em muitas empresas, levando ao seu encerramento e consequente perda da totalidade dos empregos, quando alguns deles poderiam  ser poupados.

De acordo com Gregório Rocha Novo, o montante a fixar para este teto depende ainda "da apreciação que, em sede de concertação social, se venha  a desenhar".

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A CIP defende que estas novas regras se apliquem "a todas as situações  de despedimentos e quer aos contratos futuros, quer aos já existentes, para  ter impacto imediato".         

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