PCP e Bloco apertam Costa com Novo Banco

Nenhum dos partidos que apoia o PS gosta da solução para a venda do banco.

29 de março de 2017 às 01:30
Novo Banco Foto: Ricardo Pereira
Novo Banco, sede Foto: José Manuel Ribeiro/Reuters
PS, PSD, CDS, PCP, Bloco de Esquerda, Novo Banco, Miguel Tiago, Mariana Mortágua, Serviço Nacional de Saúde, Cecília Meireles, João Galamba Foto: André Kosters/Lusa
Novo Banco Foto: Ricardo Pereira

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PCP e BE estão insatisfeitos com a solução negociada entre o Governo e Bruxelas para o Novo Banco. Os bloquistas querem levar o dossiê ao Parlamento e PSD e CDS já avisou que o Executivo não poderá contar com o apoio de PSD e CDS para fazer aprovar o negócio. O Ministério das Finanças está a tentar uma derradeira solução para que o Estado possa ter direitos especiais sobre o banco, mantendo poder de decisão em temas centrais.

Segundo apurou o CM junto de fontes do setor financeiro, as Finanças têm estado a tentar negociar com a Direção-Geral da Concorrência uma posição que permita ao Estado ficar com 25% do capital do Novo Banco, abdicando de administradores mas tornando obrigatória a consulta pela ao Governo pela gestão da Lone Star em decisões chave do banco, como o registo de imparidades e a venda de ativos da instituição.

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Ontem, o ministro Mário Centeno reuniu com os partidos para dar explicações sobre a negociação com Bruxelas, tendo admitido que não iria ter direitos correspondentes ao capital que mantinha no Novo Banco.

Fonte do PSD fez saber que, apesar de não ter sido solicitado apoio por parte do Governo, cabe "à maioria parlamentar" ajudar o Executivo.

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Já Jerónimo de Sousa, do PCP, rejeitou tecer comentários sobre a negociação e voltou a vincar o comunicado onde o partido expressa desagrado pela solução. Ao CM, fonte da bancada bloquista adiantou que o BE pretende levar o tema da venda ao Parlamento e que, apesar da reunião com Mário Centeno, mantém a sua posição sobre os aspetos negativos do negócio.

João Galamba, porta-voz do PS, disse à TSF que os socialistas pretendiam que o Estado tivesse "algum tipo de controlo" sobre o banco. Já o líder parlamentar, Carlos César, criticou as reservas da direita, acusando-os de uma conversão tardia ao comunismo".

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