Pensão média de velhice subiu para 1760 euros

Funcionários públicos estão a reformar-se cada vez mais tarde para evitar penalizações.

01 de junho de 2026 às 01:30
A CGA paga 
as reformas 
aos funcionários públicos Foto: Sérgio Lemos
Partilhar

Os funcionários públicos estão a reformar-se cada vez mais tarde e, nalguns casos, mesmo no limite da idade, aos 70 anos, de acordo com o Conselho de Finanças Públicas, numa análise a informação da Caixa Geral de Aposentações referente a 2025. Quanto ao valor mensal das pensões de velhice, conclui a mesma entidade, subiu 53 euros, passando de 1707 euros, em 2024, para 1760 euros, em 2025. 

As aposentações voluntárias não antecipadas constituem, nos últimos cinco anos, "a modalidade dominante no conjunto das novas pensões atribuídas pela CGA, e o seu peso tem vindo a reforçar-se de forma consistente, passando de 54,8% em 2021 para 64,1% em 2025",  segundo a análise do CFP. A média de idade de entrada na reforma fixou-se, o ano passado, em 65,6 anos, próximo da idade legal que era de 66 anos e sete meses. Um crescimento explicado quer pelas penalizações associadas à antecipação quer pela dificuldade em aceder à reforma antecipada. Também o número de trabalhadores que se reformou aos 70 anos atingiu, o ano passado, o valor mais elevado dos últimos cinco anos. 

Pub

Pensão média de velhice subiu para 1760 euros

O ano passado foram atribuídas 21 769 novas pensões de aposentação e reforma, menos 912 (-4%) do que no ano anterior, o que não impediu a CGA de ter registado o número mais elevado de pensões por velhice e o mais baixo por invalidez dos últimos cinco anos. 

Já relativamente ao aumento da pensão média,  é justificado com as "novas pensões atribuídas a aposentados e reformados oriundos da administração central, cujo valor médio foi de 2521 euros (+2,5% face a 2024) e que representaram 44,3% do total das novas pensões de aposentação e reforma atribuídas pela CGA em 2025", segundo a instituição liderada por Nazaré, citando a própria CGA.

Pub

O número médio de reformados aumentou de 490 084, em 2024, para 497 247 em 2025, correspondendo a um acréscimo médio de 7163 beneficiários. Esta evolução resulta do aumento de 9267 pensões por 'velhice e outros motivos', parcialmente compensado pela redução de 2104 pensões de invalidez.