Portugueses contra construção de central nuclear
Cerca de 70 por cento dos consumidores particulares de energia estão contra a construção de uma central nuclear em Portugal, considerando que existem riscos para a saúde pública e segurança.<br/>
Intitulado ‘A Energia em Portugal’, o estudo da Associação Portuguesa de Energia (APE), divulgado esta quinta-feira, foi feito com recurso a inquéritos elaborado por uma empresa de estudos de mercado, e mostra que os 30 por cento de consumidores particulares que concordam com a construção de uma central nuclear em Portugal apontam como principal vantagem a produção de energia mais barata.
O estudo é divulgado dois meses depois do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão.
Assim, nos últimos anos, "passou a ser o preço, e não a localização, a principal condicionante na escolha dos postos de abastecimento pelos particulares e do fornecedor de combustíveis pelas empresas".
A incorporação de biocombustíveis é ainda pouco conhecida entre consumidores, no que respeita à sua inclusão no gasóleo rodoviário.
No entanto, "cerca de 28 por cento dos consumidores particulares estão dispostos a pagar mais por litro de gasóleo, consoante o maior teor de biocombustíveis incorporado. Destes, mais de 70 por cento estão dispostos a pagar um acréscimo até cinco por cento".
Quanto à utilização de gás natural, os consumidores particulares apontam os elevados custos de instalação deste como o principal motivo para não o usufruírem.
No âmbito da mobilidade eléctrica, cerca de 31 por cento dos consumidores particulares estão dispostos a pagar mais para a aquisição de um veículo eléctrico, sendo que destes cerca de 60 por cento aceitariam a pagar até cinco por cento a mais.
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