Preço das casas bate recorde de seis anos

Avaliação bancária em julho coloca o metro quadrado a 1117 euros, mais 5 euros num mês.

30 de agosto de 2017 às 08:46
Centro, Região Autónoma da Madeira, Alentejo, economia, negócios e finanças, serviços financeiros, macroeconomia, casas Foto: Pedro Catarino
Centro, Região Autónoma da Madeira, Alentejo, economia, negócios e finanças, serviços financeiros, macroeconomia, casas Foto: Pedro Noel da Luz

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O valor médio da avaliação que os bancos fazem das casas, tendo em vista a concessão de um empréstimo, cresceu em julho para 1117 euros por metro quadrado, mais cinco euros do que em junho. O valor subiu para o montante mais alto desde junho de 2011, quando este indicador se encontrava nos 1130 euros.

Face a julho de 2016, a subida na avaliação das casas é de 4,6%, acelerando em relação aos 4,4% verificados na variação homóloga de maio. De resto, com exceção de março deste ano, o valor da avaliação tem vindo a subir consecutivamente desde abril de 2016.

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O valor médio dos apartamentos avaliados cresceu, no espaço de um mês, nove euros, para 1167 euros, sendo o maior responsável pelo agravamento global dos preços. Ainda no que a apartamentos diz respeito, a Região Autónoma da Madeira e o Centro apresentaram os acréscimos de maior intensidade, fixando-se em 1250 e em 955 euros o metro quadrado, respetivamente. Em sentido contrário, o Alentejo registou a única descida, com o valor médio de avaliação mais baixo: 942 euros. Em termos homólogos, o valor médio da avaliação dos apartamentos aumentou 5,2%.

Nas moradias, o valor médio em julho subiu dois euros, para 1037 euros por metro quadrado. Trata-se de uma subida de 4,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Algarve e Lisboa acima da média nacional  

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O índice do valor médio de avaliação bancária mostra que, em julho deste ano, o Algarve e a área metropolitana de Lisboa foram duas das regiões que apresentaram valores acima da média nacional. Foram, respetivamente, 26% e 21% superiores ao registado para a totalidade do País. Ainda de acordo com os dados do INE, as regiões Beiras e serra da Estrela, Beira Baixa, Médio Tejo e terras de Trás-os-Montes foram aquelas que, face ao total, apresentaram o valor mais baixo: -27% em relação à média.

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