PSI segue no 'vermelho' a perder 0,15%, com nove títulos a cair e quatro em alta
Bolsas europeias abriram com resultados mistos após o adiamento da reunião marcada para esta sexta-feira entre os EUA e o Irão, na Suíça.
A bolsa de Lisboa mantinha esta sexta-feira a tendência negativa da abertura e perdia 0,15%, com nove títulos a cair, liderados pela Mota-Engil, quatro a subir, com destaque para Galp Energia, e três inalterados.
Pelas 09h40 em Lisboa, o PSI, o principal índice português, recuava 0,14% para 9.026,56 pontos, após ter fechado na quinta-feira em queda de 0,55%, para 9.040,40 pontos, com os "papéis" da REN, Altri e Sonae sem alterações.
Depois da Mota-Engil, que perdia 1% para 4,55 euros, seguiam-se, com quebras, os títulos da EDP Renováveis, Ibersol, Teixeira Duarte e NOS, a perder 0,81%, 0,78%, 0,63 e 0,38%, respetivamente, para 13,41 euros, 10,22 euros, 0,47 euros e 5,18 euros.
No 'vermelho' seguiam ainda a Corticeira Amorim (-0,30% para 6,56 euros), o BCP (-0,24% para 1,02 euros), a Navigator (-0,23% para 3,47 euros) e a EDP (-0,14% para 4,39 euros).
Em sentido inverso, os títulos da Galp Energia eram os que mais se valorizavam (+1,45% para 18,58 euros), seguidos dos da Jerónimo Martins (+0,35% para 17,45 euros), Semapa (+0,23% para 22,15 euros) e CTT (+0,17% para 6,01 euros).
As bolsas europeias abriram com resultados mistos após o adiamento da reunião marcada para esta sexta-feira entre os EUA e o Irão, na Suíça, para iniciar as negociações após a assinatura do memorando, seguindo entretanto em alta ligeira.
Depois de terem fechado na quinta-feira com um desempenho misto, os mercados demonstram incerteza após a confirmação do adiamento da reunião prevista entre os Estados Unidos, o Irão e os dois mediadores nas negociações para a cessação das hostilidades, o Qatar e o Paquistão.
A Casa Branca afirmou que a delegação americana, chefiada pelo vice-presidente J.D. Vance, estava pronta para viajar para a Suíça para se reunir com os negociadores de Teerão, mas que problemas logísticos levaram ao adiamento.
Entretanto, o estreito de Ormuz começou esta sexta-feira a retomar parte do tráfego marítimo, depois de os EUA terem levantado o bloqueio no dia anterior, na sequência da assinatura do memorando com o Irão.
No entanto, a reativação completa desta via navegável, por onde passava 20% do tráfego mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito, vai demorar.
Nas matérias-primas, o crude Brent subia 0,54% e continuava a negociar em torno dos 80 dólares, especificamente nos 80,24 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, subia 1,48% para 77,73 dólares.
O gás natural TTF também subia, 2,61%, com o megawatt-hora a cotar nos 41,58 euros.
Por outro lado, o preço do ouro e da prata estava a cair, com o ouro a recuar 1,99% para 4.161,6 dólares por onça e a prata a desvalorizar-se 3,02% para 64,34 dólares.
Espera-se hoje uma elevada volatilidade devido à chamada "hora da bruxa quádrupla", quando os contratos de futuros e de opções sobre índices de ações e ações expiram simultaneamente. Além disso, os mercados não terão o índice de referência de Wall Street nesta sessão, uma vez que estará encerrado devido ao Juneteenth, feriado que celebra o fim da escravatura.
Na quinta-feira, a Bolsa de Nova Iorque fechou em alta: o Nasdaq subiu 1,91%, o S&P 500 ganhou 1,08% e o Dow Jones Industrials avançou 0,14%.
Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio apresenta uma ligeira subida de 0,12%, o Kospi da Coreia do Sul cai 0,13%, a Bolsa de Shenzhen sobe 0,94%, a de Xangai recua 0,43% e o Hang Seng de Hong Kong cai 1,59% antes do fecho.
No mercado obrigacionista, a 'yield' das obrigações alemãs de longo prazo subiu para 2,952%.
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