'Puxão de orelhas' para Paulo Teixeira Pinto
O ex-presidente do Banco Comercial Português (BCP), Paulo Teixeira Pinto, ausente da leitura da sentença que confirmou nesta sexta-feira as coimas aplicadas a nove ex-gestores pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), recebeu um forte 'puxão de orelhas' da juíza do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa que manteve a multa de 200 mil euros por faltar à verdade ao mercado.
"Quando o arguido assumiu a presidência do banco tinha um elevado conhecimento do universo BCP e, no entanto, assumiu uma postura de desconhecimento e tem que ser analisado esse desconhecimento", disse a juíza.
Na leitura da sentença foi vincado que Paulo Teixeira Pinto "sabia da existência das 17 offshores nas ilhas Caimão, ainda que fosse um conhecimento fragmentado ou difuso". "E sabia que essas mesmas sociedades haviam gerado responsabilidades do crédito do BCP", acrescentou.
A juíza disse que Paulo Teixeira Pinto "tinha vários sinais de alerta" que apontavam para as irregularidades. "Um presidente de um banco que seja prudente e diligente tinha motivos mais do que suficientes para se informar sobre a verdadeira natureza das operações", rematou.
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