Quatro burlões condenados
O Tribunal das Caldas da Rainha condenou ontem quatro indivíduos, com idades entre os 39 e os 50 anos, a penas de prisão entre os dois anos e nove meses e cinco anos, por crimes de burla de forma continuada e associação criminosa, obrigando-os à restituição de verbas, das quais se apropriaram, de empresários, um dos quais Rogério Cavaco Silva, irmão do Presidente da República.
Através de uma sociedade sediada na Benedita, Alcobaça, os arguidos cativaram clientes, que, sob o pretexto de receberem financiamentos para investimentos, eram convencidos a comprar sociedades off-shore num paraíso fiscal inexistente.
As verbas dos empresários foram aplicadas em investimentos de alto risco, com benefício para os arguidos, sem o conhecimento dos primeiros, que também nunca viram os valores prometidos.
Fernando Cardoso foi condenado a cinco anos de prisão, Carlos Machado a quatro, Francisco Páscoa a três e Maria de Jesus Cardoso a dois. Estes dois arguidos viram a pena suspensa por cinco e dois anos.
“Foi uma encenação, com aproveitamento de transferências patrimoniais, com intenção de enriquecimento e, dessa forma, apoderaram-se das quantias movimentadas”, na ordem dos cinco milhões de euros, nos quais foi lesada meia centena de empresários, considerou o tribunal.
Uma das vítimas, o irmão do Presidente da República, vai receber 35 mil dólares (27 mil euros), que há dez anos adiantou à sociedade de investimentos para assegurar o financiamento de um milhão de dólares (775 mil euros) para ampliar uma empresa de transformação de alfarrobas e concluir uma unidade hoteleira no Algarve.
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