Reformas antecipadas não resolvem despedimentos nas Lajes

Os Estados Unidos da América anunciaram uma redução gradual dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes.

10 de janeiro de 2015 às 20:05
Lajes, Açores Foto: Mário Cruz/Lusa
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A Comissão Representativa dos Trabalhadores portugueses da Base das Lajes (CRT) salientou este sábado que um programa de reformas antecipadas não resolveria a situação da maior parte dos funcionários que os Estados Unidos pretendem despedir ainda este ano.

"Podendo ser a solução para alguns, não será com certeza uma solução que satisfaça a grandeza desta redução. Portanto, esta não poderá ser vista como uma solução para este processo. Poderá ser uma das medidas para atenuar o impacto trágico que poderá daí advir", frisou o presidente da CRT, Bruno Nogueira, aos jornalistas à saída de uma reunião com o presidente do Governo Regional dos Açores, em Angra do Heroísmo.

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Os Estados Unidos da América anunciaram uma redução gradual dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes de 900 para 400 pessoas até ao outono e os civis e militares norte-americanos vão passar de 650 para 165. Questionado pelos jornalistas, Bruno Nogueira disse não conhecer o número de trabalhadores portugueses nas Lajes em condições de antecipar a reforma, explicando que "este estudo nunca chegou a ser feito" e que "terá de ser feito pelos norte-americanos por razões legais".

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