Requisição de casas avança sem votação

PS, BE e PCP optam por baixar as suas propostas à comissão de especialidade.

04 de janeiro de 2019 às 01:30
Helena Roseta foi a mentora da proposta para criação de uma futura Lei de Bases da Habitação Foto: Bruno Colaço
Habitações Foto: Sérgio Lemos
Habitações Foto: Getty Images
Habitações Foto: Sérgio Lemos

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A possibilidade do Estado tomar conta das casas devolutas ou abandonadas para arrendamento, proposta por PS, Bloco e PCP, passa esta sexta-feira sem votação, na Assembleia da República, e baixa à respetiva comissão de especialidade.

A decisão das bancadas da esquerda faz jus ao repto lançado esta quinta-feira, durante o debate parlamentar, pela deputada do PS, Helena Roseta, mentora da primeira proposta para a criação da Lei de Bases da Habitação: "Convido as outras bancadas a enriquecer o projeto. Vamos tentar fazer uma lei que tenha alguma duração para que todos tenham uma lei que os defenda".

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A direita recusa-se a aceitar "a requisição forçada de imóveis" privados, uma vez que "o Estado é o maior proprietário em Portugal", "os privados não podem ser uma extensão da Segurança Social", afirmou o deputado do PSD João Paulo Oliveira.

O centrista Álvaro Castello-Branco acusou a esquerda de querer "violar o direito à propriedade privada".

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Roseta ressalvou, contudo, "que não se trata de expropriar". "As casas serão sempre dos donos", acrescentou a deputada do PCP, Paula Santos.

PORMENORES 

Trégua invernal

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O social-democrata João Oliveira criticou a "trégua invernal" da esquerda que impede despejos durante essa estação do ano.

2% é do Estado

Em vez de tomar casas privadas, a direita defende que o Estado use os seus 2% do parque imóvel do País para habitação.

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Lei de Bases

Texto que define as linhas mestras da política por que se deve reger a legislação numa área. Carece de leis complementares.

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