Riqueza financeira dos portugueses em máximos históricos
Banco de Portugal quantifica ativos financeiros em 577,8 mil milhões de euros no final de março.
Os depósitos bancários e as aplicações financeiras dos portugueses têm registado crescimentos trimestrais consecutivos desde o quarto trimestre de 2023, tendo atingido no primeiro trimestre 577,8 mil milhões de euros, o valor mais elevado de sempre. "No final do primeiro trimestre de 2025, os ativos financeiros dos particulares representavam 200,1% do PIB, sendo quase três vezes superiores aos seus passivos", salientava esta quinta-feira o Banco de Portugal, numa nota sobre as contas nacionais financeiras.
Cerca de 76% do montante repartia-se, no final de março, entre numerário e depósitos, bem como em ações e outras participações. As restantes aplicações financeiras dividiam-se, detalha o Banco de Portugal, entre regimes de seguros, pensões e garantias estandardizadas, unidades de participação em fundos de investimento e outros ativos.
Os ativos financeiros detidos pelos particulares tinham, na sua maioria,o setor financeiro como contraparte (53% do total), sobretudo devido aos depósitos junto de bancos, concretiza o BdP.
No entanto, o crescimento dos ativos financeiros dos particulares tem sido inferior ao crescimento da economia, ressalva a instituição liderada por Mário Centeno.
Por outro lado, registou-se também um aumento dos passivos dos particulares, de 0,7 pontos percentuais, interrompendo a tendência de descida registada desde o segundo trimestre de 2021, o que está associado ao incremento dos empréstimos à habitação.
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