Rodoviária de Lisboa indica adesão à greve de 15%, sindicato fala de 60%

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) indicou que a adesão máxima dos motoristas à greve desta quinta-feira na Rodoviária de Lisboa (RL) será de 60%, enquanto a empresa registou 15% de trabalhadores parados.

04 de outubro de 2012 às 12:11
Rodoviária, Transportes, Paralisação, Greve, Sindicato, Motoristas Foto: Manuel Moreira
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Segundo António Fernandes, da FECTRANS, a diminuição da adesão era esperada dadas as "represálias da empresa" e os "22 euros" que os motoristas deixam de receber por aderirem à greve.

"A adesão dos motoristas não deve ultrapassar os 60%", indicou o sindicalista, notando que os números da empresa incluem todos os trabalhadores e não apenas os motoristas, que "são os únicos que não foram aumentados no ano passado em 1.3%".

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A Rodoviária de Lisboa informou que a greve de hoje teve menos adesão que a anterior, ao ser registada uma adesão de 15%.

"A taxa de cumprimento de serviços ronda hoje os 85%. De acordo com os dados oficiais, a adesão a esta greve convocada pelos sindicatos de trabalhadores é mais baixa que a greve anterior, realizada a 17 de Setembro", lê-se na nota divulgada.

A greve iniciou-se às 3h00 de hoje e prolonga-se por 24 horas para reivindicar a integração de um abono na tabela salarial.

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A empresa referiu assegurar o transporte público rodoviário de passageiros nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, servindo cerca de 400 mil habitantes.

"A RL dispõe de mais de 370 viaturas e de 560 motoristas que percorrem diariamente cerca de 50 mil quilómetros, ao longo de 1300 quilómetros de rede concessionada e de 2100 pontos de paragem", acrescenta-se.

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