“Saldos não salvaram consumo privado”

A época de saldos de Verão termina amanhã com resultados diferentes em Lisboa e no Porto. Os comerciantes lisboetas consideram que os "saldos não correram muito bem", mas os lojistas portuenses, apesar da quebra de receitas, fazem um "balanço positivo" da época. Certo é que a crise fez com que os saldos fossem alargados a áreas de negócio onde não era habitual acontecer. Foi o caso da electrónica e das lojas de música.

14 de setembro de 2009 às 00:30
“Saldos não salvaram consumo privado” Foto: Marta Vitorino
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"Nem os saldos salvaram o consumo privado, que continua negativo", afirmou Vasco de Mello, presidente da União de Associações do Comércio e Serviços de Lisboa. Embora ainda não tenha dados definitivos sobre os saldos de Verão, Vasco de Mello não tem dúvidas de que os "saldos não correram muito bem".

Mesmo assim, alguns comerciantes na Baixa de Lisboa consideraram que esta época de saldos correu melhor em relação ao ano passado.

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No Porto, o cenário é mais optimista. "Face a 2008, a situação está a melhor", sublinhou Nuno Camilo, presidente da Associação de Comerciantes do Porto.

Para o representante dos lojistas portuenses, apesar de as "receitas poderem não ser tão elevadas [como no ano anterior] devido aos maiores descontos", os saldos permitiram aos comerciantes escoar os seus stocks e gerar receitas para investir nas novas colecções e melhorar a oferta.

PORMENORES

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SALDOS

A época de saldos de Verão tem a duração de dois meses: entre 15 de Julho e 15 de Setembro. Mas promoções começaram dois meses antes, em Maio.

CORTEFIEL

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O director de Marketing do grupo Cortefiel, Alexandre Mendes, afirmou que as promoções registaram "resultados superiores aos do ano anterior".

QUEIXAS

A gerente de uma loja nos Armazéns do Chiado, Alexandra Pereira, salientou que, com "saldos de 60%, as pessoas se queixam dos preços elevados".

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