Seguro receia relação entre queda das exportações e austeridade

O secretário-geral do PS, António José Seguro, receia que a diminuição de 6,5 por cento das exportações desde o início do ano não resulte apenas da greve nos portos, mas também das políticas de austeridade do Governo.<br/><br/>

09 de novembro de 2012 às 15:36
ps, antónio josé seguro, governo, exportações, austeridade Foto: LUSA
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"Se a razão pela qual houve uma quebra das exportações foi exclusivamente pela greve dos portos, significa que se trata de foi uma situação conjuntural, que tem um efeito obviamente negativo na nossa economia", disse.

"Mas eu receio que seja mais do que isso, que seja mais um sinal de alarme em relação ao fraquejar da nossa economia, fruto desta política de austeridade que o Governo está a executar no País", acrescentou.

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O secretário-geral do PS falava no final de uma visita à Lauak Portuguesa, uma empresa metalúrgica de equipamentos para a indústria aeronáutica, a laborar nas instalações da antiga Renault de Setúbal, reafirmou a ideia de que o Governo deveria adoptar "uma estratégia que concilie o rigor e a disciplina orçamental com o crescimento económico".

Segundo revelou esta sexta-feira o INE (Instituto Nacional de Estatística), as exportações diminuíram 6,5% em Setembro, a primeira quebra desde o início do ano, devido à retracção do comércio intracomunitário e à paralisação dos portos nacionais provocada pela greve dos estivadores.

O líder socialista que já hoje tinha desafiado o FMI a aliviar a austeridade e a empenhar-se mais em ajudar ao crescimento económico em Portugal, lamentou ainda que haja milhares de crianças que têm dificuldades de alimentação nas escolas.

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"Ainda hoje saíram indicadores sobre o número de crianças que estão com dificuldades de alimentação nas escolas portuguesas e isso é "inadmissível e inaceitável em Portugal", salientou.

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