Sindicatos consideram urgente discussão do salário mínimo
Patrões querem análise alargada.
Sindicatos consideram "urgentíssimo" um compromisso sobre o aumento do salário mínimo nacional, para que este entre em vigor a 1 de janeiro, mas patrões destacam que a subida tem de ser analisada num âmbito mais alargado.
Todos são unânimes em afirmar que o aumento do salário mínimo nacional (SMN) vai dominar a primeira reunião de concertação social com o Governo socialista, que decorrerá na quinta-feira com as presenças do primeiro-ministro e do ministro do Trabalho, José Vieira da Silva.
O objetivo do executivo é o aumento progressivo do SMN até atingir 600 euros em 2019 e Vieira da Silva já disse que quer acordo, mas lembra que a última palavra é do Governo. Já anunciada é a discordância da CGTP, que considera "prioritária" a discussão sobre a matéria, mas "insuficiente" a proposta do Governo.
"Consideramos que através da negociação e do diálogo se pode perspetivar uma melhoria dessa proposta e estamos imbuídos desse espírito para, através da negociação, melhorar essa mesma proposta", disse o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, à Lusa.
Já o líder da UGT, Carlos Silva, considera a questão "urgentíssima", sublinhando que "esta celeridade na marcação [da reunião] tem muito a ver com o desejo que o Governo tem de chegar a acordo com os parceiros sociais sobre o salário mínimo nacional".
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